Apenas sete meses após uma greve que durou 20 dias, os médicos de Natal podem parar novamente suas atividades. As reivindicações desta vez são: sanar o desabastecimento das unidades de saúde e cancelar o projeto de implantação do ponto eletrônico. A outra reivindicação seria o pagamento da segunda parcela do reajuste do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que estava agendada para o início de março, mas que até agora não ocorreu.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, informou que recebeu a informação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de que o pagamento será realizado em uma folha suplementar no dia 15 de abril. As outras reivindicações foram encaminhadas para a SMS ontem. O indicativo de greve só será definido na próxima terça-feira, durante assembleia da categoria na sede do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), a partir das 19h, após resposta da secretaria aos questionamentos.
Segundo Geraldo Ferreira, os profissionais estão sem condições de trabalhar devido à falta de abastecimento nas unidades de saúde. "Há relatos absurdos, como a ausência de medicação básica e de material hospitalar como coletor, gase e fio", destaca.
Os médicos também discordam da instalação de pontos eletrônicos, alegando que as unidades de saúde enfrentam sérios problemas de desabastecimento e infraestrutura. A categoria vai aguardar resposta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) até a terça-feira, quando se reúne no Sinmed. "Isso está se tornando uma verdadeira perseguição. Não há sequer espaço físico nas unidades de atendimento da prefeitura para que os médicos atendam simultaneamente. Quem está em falta não somos nós", desabafa o presidente do Sinmed.
Fonte: diariodenatal
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