Após muitas idas e vindas, reformas incompletas e a não-liberação do prédio, a diretoria da Escola Estadual Monsenhor Francisco Sales Cavalcanti, o Caic do Belo Horizonte, resolveu protestar. Uma faixa foi colocada em frente à escola com a esperança de que alguém direcione o olhar para a situação do local.
A frase é direta: "Senhora Governadora, as famílias carentes do Belo Horizonte solicitam urgente a conclusão da reforma". Além da faixa, o diretor da escola, José Pereira Diniz, conta que um documento foi elaborado para ser entregue à governadora. São 400 alunos matriculados até agora que estão assistindo aula provisoriamente na Escola Estadual Ambulatório Pereira Lima, no Alto da Conceição.
"O Caic é discriminado. O que nós queríamos é que as autoridades enxergassem o problema como prioridade", defende o diretor. Até agora não há respostas, segundo ele, por parte da 12ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desportos (Dired) para a situação da escola. "Queremos entregar a governadora um documento falando sobre a nossa situação. Gostaríamos de entregar em mãos, mas já que não é possível vamos tentar encaminhá-lo", diz.
O conteúdo do documento é um apelo para sensibilizar o governo estadual para a situação das famílias que dependem da estrutura oferecida pela escola. "Apesar dos problemas, os alunos continuam se matriculando. As pessoas confiam que a situação será revertida", justifica. Somente esta semana dez novas matrículas foram registradas.
José ressalta que, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, o prédio não está abandonado. Os funcionários da parte administrativa, vigilantes e da parte de limpeza estão trabalhando durante os três expedientes. "Muitas pessoas estão usando a imprensa de má-fé, para dizer que a escola está abandonada. Mas isso é mentira. A escola está funcionando normalmente, apenas as aulas não estão acontecendo aqui", garante a vice-diretora Emanuele Morais.
O prédio do Caic permanece interditado porque a reforma não atendeu aos critérios de segurança. Os problemas identificados no sistema de combate a incêndios e na caixa d'água não foram solucionados. A diretora da 12ª Dired, Magali Delfino, informou que deverá ir a Natal ainda esta semana para falar com a secretária de Educação, Betânia Leite. "Já falei com a assessora da secretária de Educação, Elizabete Jácome, enviei um ofício e estou aguardando um retorno", informa Magali.
Desde a interdição, já passaram mais de sete meses.
por Denise Santos do correio da tarde
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