A diocese de Mossoró reuniu ontem, durante todo o dia, no Centro de Treinamento Libânia Lopes Pessoa, todos os padres e representantes de pastorais para um aprofundamento sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2011. Na ocasião foi apresentado um diagnóstico da situação do rio Mossoró, através de uma pesquisa feita pelas duas universidades públicas da cidade.
O bispo diocesano, Mariano Manzana, destacou que esse encontro é o primeiro de três que acontecem todos os anos com toda a diocese. "Essa é a primeira reunião de 2001, especialmente para a Campanha da Fraternidade. "Dentro do tema sobre o meio ambiente, escolhemos a questão do rio Mossoró para conscientizar. Um cuidado especial para com o rio, pois ele passa em todas as cidades com paróquias da diocese", disse.
Durante todo o período de divulgação da Campanha da Fraternidade, a diocese estará trabalhando a questão do rio Mossoró. "É um rio que deveria ser fonte de vida e de lucro, mas pode se tornar uma fonte de morte", afirmou Mariano Manzana.
O professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), professor Ramiro Camacho, destacou o diagnóstico que foi feito desde a nascente, em Luiz Gomes, até a foz, em Areia Branca. "Esse diagnóstico contribui com o tema da Campanha da Fraternidade. Aponta a degradação de algumas áreas, as águas poluídas e a falta de saneamento, dentre outros problemas", destacou.
Ramiro Camacho diz que duas áreas críticas do trajeto do Rio, estão nos municípios de Pau dos Ferros e Mossoró. "Nesses trechos a água já tem a presença de metais pesados, e o pior disso é que famílias vivem da pesca nessas regiões", afirmou.
Para o pesquisador, a solução seria políticas públicas, saneamento, recuperação das áreas devastadas. "O problema do rio tem solução, mas as coisas precisam ser postas em prática", afirmou Camacho.
fonte: http://www.gazetadooeste.com.br/mossoro2.php
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