quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Educação de qualidade forma o trabalhador do futuro


Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) investem constantemente na educação, na formação profissional e na saúde e na segurança do trabalhador brasileiro. Por isso, desde que foram criadas, há mais de 70 anos, as duas instituições são as principais aliadas da indústria para o aumento da produtividade, da competitividade e da inovação, fatores essenciais para promover o desenvolvimento econômico e social do país.
Maior complexo privado de educação profissional e serviços tecnológicos da América Latina, o SENAI formou mais de 71 milhões de profissionais em seus 75 anos de atuação. Atualmente, mantém uma rede de 555 unidades fixas e 442 unidades móveis espalhadas pelo país, entre as quais estão os barcos-escola Samaúma I e Samaúma II, que atendem à região Amazônica.
No ano passado, recebeu mais de 2,6 milhões de matrículas em cursos que vão da iniciação profissional à pós-graduação tecnológica. Atento aos avanços tecnológicos e à quarta revolução industrial, que transformará os processos produtivos e o perfil dos trabalhadores, o SENAI moderniza constantemente os cursos de educação profissional. Se em meados do século passado eram oferecidos cursos de Leitura de Desenho e de Torneiro Mecânico, adequados para a época, hoje os estudantes têm opções que vão do Técnico em Mecatrônica à pós-graduação em Tecnologia e Soluções Ambientais, entre mais de 380 cursos.
A oferta de cursos de formação profissional do mercado de trabalho guarda estreita relação com a indústria. É por isso que, entre outras razões, a maioria dos industriais prefere alunos do SENAI no momento da contratação: a preferência é de 94% em cursos de aprendizagem industrial, 96% nos cursos de qualificação e 94% nos cursos técnicos. A educação profissional sintonizada com as demandas do mercado de trabalho e conectada com a indústria do futuro é possível graças a uma metodologia desenvolvida pelo SENAI. Reconhecido por organismos internacionais, como o Banco Mundial, o método prepara os estudantes para trabalhar tanto com a tecnologia disponível no momento em que estão em sala de aula quanto com aquelas que deverão encontrar no mercado de trabalho nos próximos cinco ou dez anos.
Essa metodologia, utilizada para prever as profissões, o perfil e as habilidades dos profissionais do futuro, já foi transferida a instituições de educação profissional e a autoridades públicas de mais de 20 países na América do Sul e no Caribe. Do ponto de vista didático, o Programa SENAI de Tecnologias Educacionais usa, desde 2009, diversas ferramentas para estimular a criatividade e a inovação. Tais recursos, como o aplicativo de realidade aumentada para celulares e tablets, contribuem para despertar o interesse dos alunos e enriquecer o uso dos livros didáticos.
Por isso, a excelência da educação profissional oferecida pelas escolas do SENAI é referência em todo o mundo. Além do reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das instituições que contribuem para assegurar a educação de qualidade no hemisfério sul, os alunos da instituição ficaram em 1º lugar na WorldSkills, a olimpíada internacional de educação profissional, que reuniu jovens estudantes de cursos técnicos e de aprendizagem profissional de 62 países, em São Paulo, em 2015. Nas provas do torneio, que simulam desafios do dia a dia do trabalho nas profissões técnicas, os brasileiros ficaram na frente de equipes de países que são referência em educação, como Coreia do Sul e Alemanha.
Além disso, o SENAI realiza, sistematicamente, processos e ações de avaliação que visam verificar a eficiência, eficácia e efetividade dos cursos ofertados pela entidade, a partir da avaliação de desempenho do estudante, nas escolas, e da pesquisa de acompanhamento de egressos. Essa pesquisa mostra que seis em cada dez alunos que se formaram em cursos técnicos do SENAI, em 2015, conseguiram uma colocação no mercado de trabalho no primeiro ano após a formatura.
ESTÍMULO À CIÊNCIA – Antes mesmo da reforma do ensino médio, que permitirá ao estudante optar por uma formação técnica, o SESI e o SENAI já ofereciam cursos articulados de educação básica e profissional. Esses cursos aliam a excelência das duas instituições e são fundamentais para a formação de trabalhadores capazes de interpretar as novas tecnologias e promover a inovação nas empresas. O SESI oferece educação básica de qualidade para crianças e adolescentes, com ênfase no estudo de matemática e ciências. Também mantém cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que buscam elevar a escolaridade dos trabalhadores da indústria com horários flexíveis e ainda levam a escola até os estudantes. Essa modalidade é destinada a quem tem 15 anos ou mais e não conseguiu estudar ou concluir os estudos na idade própria, nos cursos de ensino fundamental e ensino médio.
Em 2016, por exemplo, as matrículas em educação básica, continuada e ações educativas somaram 1.711.661. Nas unidades do SESI, a robótica também é usada para estimular a criatividade e o raciocínio lógico e aumentar o interesse dos alunos por matemática, física e engenharias, áreas que são importantes para a formação de novos profissionais e o fomento à inovação. Em parceria com a instituição americana FIRST e o Grupo LEGO, o SESI realiza o Torneio de Robótica, com o objetivo de despertar o gosto pela tecnologia e pela inovação em crianças e jovens de 9 a 16 anos. A temporada 2016-2017 reuniu mais de 6 mil estudantes de 550 escolas públicas e privadas de 12 estados.
Com práticas pedagógicas inovadoras, gestão participativa e investimentos na qualidade dos professores, o SESI se destaca na Prova Brasil. Os alunos da instituição têm os melhores desempenhos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O estudo “O desempenho da Rede SESI e das demais redes de ensino”, liderado pelo coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes, revela que no 5º ano do ensino fundamental os alunos da Rede SESI apresentaram, em média, resultados superiores aos dos alunos das escolas municipais, estaduais e privadas do Brasil, tanto em língua portuguesa como em matemática. No 9º ano, o desempenho médio dos alunos das escolas do SESI também superou o dos alunos das redes municipal, estadual e privada.
SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO – Além de oferecer educação básica de qualidade, o SESI é referência nacional e internacional em serviços de saúde e segurança no trabalho, que ajudam a aumentar a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. Em 2016, atendeu a mais de 3 milhões de pessoas com serviços de saúde e segurança. A instituição também está investindo no desenvolvimento de inovações para aumentar a segurança no ambiente trabalho e melhorar a saúde do trabalhador da indústria.
As tecnologias são desenvolvidas nos oito Centros de Inovação do SESI, que entraram em operação neste ano em oito estados. Cada Centro de Inovação do SESI trabalha com diferentes linhas de pesquisa em segurança e saúde no trabalho. São elas: prevenção da incapacidade, na Bahia; economia para saúde e segurança, no Ceará; ergonomia, em Minas Gerais; sistemas de gestão de SST, no Mato Grosso do Sul; longevidade e produtividade, no Paraná; higiene ocupacional, no Rio de Janeiro; fatores psicossociais, no Rio Grande do Sul; e tecnologias para a saúde, em Santa Catarina.
De acordo com o diretor de Operações do SESI, Marcos Tadeu de Siqueira, o objetivo é ampliar o acesso de empresas e trabalhadores a tecnologias e tendências mais avançadas em SST e promoção da saúde. “Os afastamentos dos trabalhadores reduzem a produtividade e podem gerar custos adicionais”, afirma. “Por isso, torna-se imprescindível investir em tecnologias que aumentem a segurança do ambiente de trabalho e melhorem a saúde e bem-estar do trabalhador.”

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