Escola de Música Pedro Ciarlini realiza recital em prol da Casa de Apoio aos Portadores de Câncer na próxima terça-feira, 22, no Dix-huit Rosado
A música em prol da vida e da solidariedade, reunindo alunos, professores e comunidade em geral. É este um dos objetivos do recital beneficente deste ano da Escola de Música Dr. Pedro Ciarlini, que acontecerá na próxima terça-feira, 22, às 20h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
De acordo com o diretor da escola de música, Padre Guimarães Neto, que está à frente do recital pelo segundo ano consecutivo, este ano a escola promete uma noite de música e solidariedade em prol da Casa de Apoio aos Portadores de Câncer de Mossoró e Região. "A entrada será um quilo de alimento não perecível. Toda arrecadação será doada à Casa de Apoio, com o objetivo de ajudar aqueles que necessitam do nosso apoio enquanto gestores e enquanto músicos e cidadãos", destaca Guimarães.Segundo ele, ainda nesse sentido, a escola está desenvolvendo, através de seus alunos e professores, a prática da cidadania e se engajando em lutas e campanhas que melhorem, cada vez mais, a sociedade. "Esta é, na verdade, uma oportunidade para estes alunos exercerem a cidadania, ajudando uma causa como a da Casa de Apoio aos Portadores de Câncer", comenta. Para ele, este momento também representa um instante de apresentação, para a comunidade, do que está sendo feito na escola de música. "Hoje temos alunos em várias áreas musicais e isso representa um significativo avanço no que diz respeito ao aprimoramento artístico daqueles que buscam a Escola de Música Dr. Pedro Ciarlini, ou mesmo outros estabelecimentos de ensino além do nosso, como é o caso do Conservatório de Música D'Alva Stella Freire e o próprio curso de Música, ligado à Faculdade de Letras e Artes da Uern", explica.TRABALHO VISA APROXIMAR ESTUDANTES DO PÚBLICO - Além de apresentar novos talentos à comunidade, o trabalho desenvolvido anualmente pela Pedro Ciarlini visa aproximar os estudantes do público, como forma de familiarizá-lo com o palco. "Muitas dessas crianças precisam desse contato para crescer enquanto pessoas e, principalmente, enquanto artistas", reforça.Ele acrescenta que serão duas horas de recital e que ele será dividido por programas. "Estes programas foram elaborados pelos nossos professores, com antecedência, de maneira que apresentaremos vários números e todos terão como mostrar o seu talento ao público", diz.Guimarães se mostra feliz com a experiência de estar à frente da Escola de Música Dr. Pedro Ciarlini e elogia, entre outras coisas, a competência dos professores e o empenho dos estudantes. "Fico encantado com o talento de todos, inclusive das crianças que nos procuram para ter aulas de musicalização infantil. Imagine o que é visualizar essas mesmas crianças estudando Beethoven e tantos outros importantes nomes da música mundial? É uma alegria muito grande", salienta.Durante a apresentação haverá uma participação especial do coral da Casa de Apoio, composto por 15 mulheres da entidade.Além disso, o programa contemplará os cursos de Teclado e Violão, coordenado pelo professor Maxsuel Galvão; Técnica Vocal e Canto Coral, com a professora Cláudia Azevedo; Musicalização Infantil e Violão Infantil, com o professor Luiz Fernandes de Moura; e Acordeom, som a regência do professor Cláudio Henrique.No repertório, grandes compositores da MPB como Djavan, Geraldo Vandré, Frejat, Vinicius de Morais, Luiz Gonzaga, Jota Quest, Tim Maia, Alceu Valença e muitos outros. Além desses nomes, música erudita e folclórica farão parte do recital. A Ode à Alegria, de Beethoven, por exemplo, será executada por um grupo de crianças.A data de 22 de novembro foi escolhida, segundo Guimarães, porque é o dia da padroeira dos músicos, Santa Cecília.'CENÁRIO MUSICAL DA CIDADE MUDOU' - Administrando um estabelecimento que tem mais de 100 alunos, Guimarães Neto se diz feliz com o atual cenário musical do município. Ele acredita, entre outras coisas, que tudo mudou devido ao grande investimento feito em cultura e alternativas de lazer. "O Corredor Cultural, por exemplo, é uma demonstração disso. Lá presenciei, já, grandes artistas da cidade se apresentando, inclusive desconhecia esse jazz que corre nas veias dos artistas daqui. Fiquei simplesmente admirado com a qualidade sonora dos que se apresentam lá", destaca Guimarães. As apresentações musicais do Memorial da Resistência, que fazem parte do chamado Corredor Cultural é, na opinião dele, "uma forma de projeção do bom artista para um público cada vez mais diversificado. Além disso, esse movimento cultural da cidade, em termos de artes plásticas, literatura, dança e teatro mostra que atualmente vivemos outra realidade. Antes, eu vivi bem esse tempo, pessoas que se dedicavam à dança, por exemplo, enfrentavam grande preconceito. Atualmente, tudo isso mudou. Além disso, os músicos, principalmente, estão se aprimorando e estudando mais, abandonando a romântica ideia de 'aprender de ouvido'. Isso é notório", finaliza.
Fonte: Gazeta do Oeste

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